Veja -Online- Ataca Outra Vez Severino! De Morte!


Nesta reportagem, VEJA reproduz, com exclusividade, o documento que Severino garantiu nunca ter assinado - e agora pode lhe custar o mandato.

O documento tem apenas cinco linhas, é datado do dia 4 de abril de 2002 e informa, numa hermética linguagem burocrática, que a concessão seria prorrogada "até 24 de janeiro de 2005". VEJA submeteu o documento à análise do especialista Celso del Picchia, perito em documentoscopia, em São Paulo. Del Picchia analisou se o documento era verdadeiro, sem montagens, e também se a assinatura de Severino Cavalcanti era autêntica. Em seu laudo de dezesseis páginas, Del Picchia afirma: "Nada pode ser levantado que desabone a autencidade do documento analisado por este perito". Com isso, a situação se complica enormemente para o presidente da Câmara.

"Severino não poderia prorrogar nenhum contrato sozinho. Ao assinar um documento sem valor legal, ele fez isso apenas para enganar o empresário. É chocante, é quebra de decoro parlamentar", disse o deputado Ricardo Izar, presidente do conselho de ética da Câmara, ao ser informado por VEJA da existência do documento.

Além de violar uma norma interna da Câmara dos Deputados, ao assiná-lo Severino feriu o artigo 92 de Lei de Licitações, a 8666, na qual tipifica-se como crime beneficiar, sem autorização legal, um detentor de contrato com o poder público. O documento assinado por Severino Cavalcanti é uma ilegalidade tão gritante que nem aparece no processo formal da concessão de Buani - em vez disso, ficou escondido nas sombras. "Isso não consta de nenhum dos processos adminsitrativos que trataram da concessão do senhor buani. Nunca tivemos conhecimento disso", diz Sérgio Sampaio, diretor-geral da Câmara.


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