Tetntáculos de Dirceu Alcançaram Também a Varig

E uma MP Caiu Pois Foi Vazada.

E lembrem-se: o Banco Prosper - ver nota anterior - comprou tudo, antes e ganhou em um dia 20%.

Zero Hora de hoje.

Pressões para fundir duas companhias aéreas, planejamento de uma intervenção branca e indicação de nomes. A Varig, maior empresa de aviação comercial do país, por muito pouco não teve seu futuro definido pelo ex-ministro José Dirceu.

- Fiquei perplexo ao ver o tamanho da influência dele (José Dirceu) dentro da Varig. Dava aval para nomeações, opinava em tudo aqui dentro - diz um alto executivo, que assumiu recentemente um posto na empresa.

A declaração resume o que deputados federais, sindicalistas, funcionários, executivos e fontes do setor de aviação contaram a Zero Hora sobre a forma incisiva com que Dirceu agiu na questão Varig nos primeiros dois anos de governo. Porém, a operação, anunciada em fevereiro de 2003, é definida por uma fonte que participou das negociações como a tentativa de o "peixe engolir a baleia" - uma estratégia para a TAM absorver a Varig, planejada ainda no governo de transição por José Dirceu. O motivo seria a suposta proximidade entre o PT e a empresa paulista. O ponto emblemático desse processo foi a medida provisória que previa a liquidação da Varig e a entrega de suas rotas a outros grupos (que seriam TAM e Gol). O texto, que teria sido redigido na Casa Civil em dezembro do ano passado, só não foi implementado pelo "vazamento" antes
do tempo.

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