Saques na Boca do Caixa de 2,8 Milhões


Claro, da Leão&Leão na época do Palloci-Prefeito!

Folha de SP.


A CPI dos Bingos identificou três empresas que aparecem como sacadoras de pelo menos R$ 2,8 milhões, em cheques seqüenciados na boca do caixa, da empresa de lixo Leão Leão, de Ribeirão Preto (SP). Os nomes das empresas foram localizados ontem, após a análise dos cerca de 331 cheques sacados em espécie no ano de 2002 da conta bancária da Leão Leão no Posto de Atendimento do Banespa localizado na própria empresa. As empresas que devem ter suas contabilidades rastreadas pela CPI são a Comercial Luizinho, de Dois Córregos (SP), e duas beneficiárias identificadas apenas como "Twister" e "Raf Bras".

A Comercial Luizinho responde por R$ 1,9 milhão, entre janeiro e dezembro de 2002, de saques em seqüência e de valores semelhantes. No dia 11 de março, a empresa recebeu em dinheiro o correspondente a 14 cheques sacados na boca do caixa. No dia, segundo o extrato da Leão Leão, houve saques de 12 cheques de R$ 13.500 cada um. No dia 10 de abril, mais 14 cheques foram direcionados à Comercial Luizinho. Pouco mais de um mês depois, em 13 de maio, mais dez cheques foram sacados. A empresa Twister, foi o destino de R$ 660 mil em espécie no mesmo período (janeiro a dezembro de 2002). A Raf Brás obteve R$ 297 mil.

A CPI apurou que todos os cheques eram emitidos para a própria Leão Leão. No verso, há só o nome das empresas. O dono da Luizinho disse que muitas vezes saca os pagamentos direto no caixa da empresa para "escapar da CPMF". Representantes da Twister e da Raf Brás não foram localizados.

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