Resultado Medíocre


A única política econômica do governo é deixar a inflação neste patamar de 5%, segurar o câmbio como âncora e com isso manter a taxa de risco-Brasil, baixa. E nada mais. Só sabem fazer isso, que qualquer estudante de economia faria. A isso Lula chama de sucesso. Este é o resultado mais medíocre na América Latina - excluindo o Haiti.

Trecho final da análise da MCM deste fim de semana.
Hoje, como a expectativa de inflação vem caindo mais rapidamente que a selic, o juro real está, na verdade, subindo. Assim, pode não ser mera coincidência a atividade

econômica ter emitido sinais de fraqueza em julho e, a julgar pelos últimos indicadores divulgados, não ter apresentado melhora em agosto. Os mercados de trabalho e de crédito dão mostras de acomodação. A confiança do consumidor está em seu mais baixo nível em muitos meses, segundo a FCESP. Se estas tendências recentes se confirmarem, as perspectiva de crescimento econômico ficarão comprometidas, fazendo com que o risco da economia brasileira se eleve. Neste sentido, procurando exorcizar um erro do passado, o BC corre o risco de incorrer em outro, o de sacrificar desnecessariamente o crescimento econômico. É claro que o sinal de conservadorismo reafirmado pelo BC deverá condicionar as expectativas do mercado com relação aos próximos passos da política monetária. No médio prazo, no entanto, são as condições econômicas que ditarão o rumo dos juros. Se o ritmo de queda de 25 pontos por mês for mantido indefinidamente, não é desprezível a chance de que a inflação caia abaixo de 4,5% no ano que vem. O risco, naturalmente, é de recessão desnecessária.
Blog do Cesar Maia

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