A Pedidos: Nota Sobre a Eleição do Presidente da Câmara


A pedidos repetimos a nota de ontem à noite sobre a eleição do presidente da Câmara! Segue a nota de ontem à noite na íntegra.

Comentário: A Derrota Política do Governo!

Ou o Último Baile do Titanic!


A eleição de Aldo Rebelo para presidente da Câmara por uma diferença de insignificantes 3% dos votos, significa a completa inviabilização do processo legislativo. A conta politica que regerá a Câmara nos próximos meses, traduz uma derrota, grave, do governo, que vê sua bancada de apoio, para fins legislativos, diminuir para perto de 150 votos, contra os 320 que tinha antes da crise.

Esta conta se faz, com os votos que obteve no primeiro turno, diminuidos os votos que Aldo obteve da esquerda do PT + PSOL, que não votariam em deputado do PFL. Mas esta esquerda do PT+PSOL está na oposição política ao governo. O acréscimo de votos que o governo obteve no segundo turno, se deve a troca de favores. Isso significa que sempre que o governo precisar destes votos terá que fazer uma nova troca de favores. Ou seja estes votos não são seus: disputa-se a cada votação.

Do outro lado, a promessa feita pelo governo de quebrar a clásula de barreira, passando-a para 2%, mesmo que obtenha apoio na Câmara de Deputados, está inviabilizada no Senado, onde PMDB, PT, PFL e PSDB, constituem uma amplíssima maioria e votarão contra. Lembre-se que uma emenda constitucional requer 60% dos votos para ser aprovada. Quando o PP, PL e PTB descobrirem que o compromisso na Câmara não se aplica ao Senado, a base do Governo minguará ainda mais.

Por outro lado a oposição que, até antes da crise - portanto há 4 meses atrás - corria atrás deseus minguados 130 votos, vê, com a crise, um crescimento explosivo passando para explícitos 243 votos! Repetindo nota anterior: paradoxalmente a vitória é a derrota. A festa de hoje a noite é o baile no salão principal do Titanic, enquanto este se dirigia para o choque fatal com o iceberg.

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