Opinião: Sucessão na Câmara


A sucessão à presidência da Câmara, começou mal. De um lado o governo/PT propõe como presidente, o seu ministro coordenador politico que não teve capacidade, ou autoridade, para desmontar o esquema do dito "mensalão". Além de ter sido o coordenador politico na eleição que resultou em Severino. O PMDB propõe como candidato o presidente de seu partido, misturando as estações, institucional e partidária, transformando uma hipotética derrota em derrota do partido.

Uma parte da esquerda propõe um documento de compromissos do novo presidente com leis e projetos. Mas se o novo presidente tiver estes compromissos ele não será mais presidente institucional, como em todos os parlamentos em regimes de fato democráticos. Este documento tem que ser proposto ao colégio de lideres e o presidente tem, apenas, que dar garantias de que não haverá o mínimo óbice à sua tramitação por parte da Mesa da Câmara. Aliás como qualquer outra proposta de iniciativa parlamentar individual ou coletiva.

Ou se elege um presidente institucional, que não represente clero algum, mas defenda o regimento, garanta a sua neutralidade e dê tranquilidade ao Executivo, em um regime presidencialista, que nunca fará parte de qualquer jogo contra ele, ou, qualquer que seja o novo presidente, estará no meio de um cipoal cheio de espinhos, aguçados pela crise atual.

Blog do Cesar Maia

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