Opinião: Economia e Política


Vários colunistas e analistas, nos jornais de hoje, afirmaram que com a economia crescendo os governos se tornam eleitoralmente fortes. Citam o caso de Clinton em 1992, ("é a economia, estúpido"). Na verdade são afirmações completamente despropositadas.

O caso Clinton se deu numa economia ainda deprimida e com desemprego crescente, no final de um ciclo descendente. O que a experiência eleitoral mostra é que nos dois extremos - economia crescendo muito e ampliando fortemente o emprego, ou economia em processo recessivo/depressivo - há efeitos eleitorais. Mas quando o ritmo da economia não é marcante - numa ou noutra direção - a economia é fator neutro na eleição.

Veja a última pesquisa do Ibope. A economia apenas mobiliza 6% dos eleitores para o voto. E a alternativa ao governo Lula, não produz incerteza - ao contrário. Quem produz incerteza é Lula.

Outro ponto! Se você traçar uma reta paralela ao eixo dos X a partir do mês de outubro de 2004- verá que a economia está praticamente parada de lá para cá. Os 3% informados são um efeito estatístico ao se comparar média contra média. Como em 2004 a economia cresceu durante o ano, o ponto médio comparado com uma horizontal a partir de outubro de 2004, dá um crescimento estatístico de 2,5%. Ou seja nada dos números divulgados afetam o conforto das pessoas e menos ainda as expectativas políticas.

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