O Escândalo da "Privatização" dos Hospitais Federais e Estaduais


Tcu tem que agir imediatamente! Comissão de Saúde da Câmara também!

A privatização do espaço publico , no caso hospitais federais e estaduais , vem acontecendo há 20 anos através das fundações....e até agora nenhuma entidade médica tinha reclamado da perda de espaço dos pacientes do SUS para os de plano de saude- H.Bonsucesso, INCA, Cardiologia de Laranjeiras, HSE, Instituto Estadual de Diabetes, e outros. São "fundações- parasitas" do SUS ( compras sem licitação, mau gerenciamento , discriminação dos pacientes do SUS, terceirização de serviços c/ salários acima do mercado etc).


O Globo !
Pacientes do SUS estão perdendo espaço para conveniados dentro de hospitais públicos do Rio. Fundações criadas por grupos de médicos no fim da década de 80 para agilizar a administração das unidades fugiram de seus objetivos, ganharam autonomia e hoje são alvos de denúncias e inquéritos em andamento no MP-RJ e na Procuradoria da República, que determinou a suspensão imediata do atendimento a usuários de planos de saúde nas unidades pública federais.

No Hospital Pedro Ernesto, da Uerj, quem está em tratamento pelo SUS aguarda em média um ano por uma cirurgia cardíaca, por exemplo. Já quem tem plano de saúde aceito pela Fundação Cardiovascular Pedro Ernesto (Funcape) faz a operação no prazo máximo de um mês, nas dependências do hospital. No Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Fundão), da UFRJ, a média de espera de um paciente do SUS por uma cirurgia é de seis meses.

Os conveniados conseguem marcar a operação em no máximo duas semanas. — O hospital deixa de atender pacientes do SUS para atender os coveniados. A discriminação começa na marcação de exames e vai até a internação: pacientes conveniados ficam em quartos particulares, enquanto os dos SUS dividem uma enfermaria — destaca Mauro Esteves, funcionário do Pedro Ernesto. A área reservada aos pacientes com convênio fica no sexto andar do Pedro Ernesto.

A decisão da Procuradoria da República de acabar com o atendimento de pacientes conveniados em unidades públicas foi tomada após uma série de denúncias. E é apenas uma das muitas recomendações feitas pela procuradora Lisiane Braecher. Num documento, ela recomenda também o fim das contratações feitas por essas instituições, entre elas a Fundação de Apoio à Saúde e Ensino Bonsucesso, do Hospital Geral de Bonsucesso (HGB). Segundo o médico, a fundação deveria captar recursos privados para programas de transplante, mas atualmente recebe verba do Ministério da Saúde, por intermédio da Secretaria estadual de Saúde: — Em julho, o repasse foi de R$ 1,4 milhão, como reconhecimento de dívidas, apesar do fim do contrato — diz Noronha.

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