Muito Melhor Ficar Como Está


Do Editorial do Estado de SP.
Não se trata, pois, da urgência de se fazer novas leis, mas sim da premência de se fazer cumprir as leis vigentes. No momento em que se aproxima o prazo final para que a legislação eleitoral possa ser modificada e tenha efeitos já para as eleições de 2006, em meio a tantas incertezas - sobre os mandatos parlamentares que serão cassados, o destino dos partidos, as mudanças de lideranças, a reorganização das forças políticas, etc. - surge um frenesi mudancista, como se só fosse possível impedir a repetição do "mar de lama" em curso, nas próximas eleições, com uma reforma profunda e imediata das regras eleitorais.

Além de mudanças legislativas de afogadilho terem todas as condições de fracassar - e, mesmo que se prorrogue para até o fim do ano o prazo constitucional para que eventuais mudanças na lei já vigorem para o pleito de 2006, isso não seria evitado -, existe a circunstância óbvia de as leis, boas ou más, só funcionarem se respeitadas e obedecidas pelos que estão sob sua égide: no caso, partidos, candidatos, doadores de recursos para campanhas, eleitores e Justiça Eleitoral.
Blog do Cesar Maia

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