Miriam Leitão (O Globo) e o Governo do Estado do Rio de Janeiro


O Rio tem estado na mais longa agonia de desgoverno de que se tem notícia no Brasil. A governadora foi eleita depois que o TSE — na pessoa do atual presidente do Supremo — decidiu que, apesar de ser a mulher do ex-governador, ela poderia se candidatar para o mandato seguinte, ainda que a lei vede isso aos parentes em geral. E foi eleita depois de dizer que estava servindo aos propósitos eleitorais do marido. Nisto foi coerente: não deu até agora qualquer demonstração de ter sido eleita para servir aos propósitos dos cidadãos do Rio. Na campanha de 2004, o casal rasgou todas as restrições impostas na lei eleitoral, mas ele, certo da impunidade, está em campanha para presidente usando diariamente a televisão, fingindo estar aconselhando casais.

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