Fecha-se o Cerco ao Ministro do Planejamento de Lula

Isto É.

Soraya Garcia, ex-assessora financeira do PT de Londrina, vai à CPI falar sobre caixa 2, que, segundo ela, era abastecido pelo ministro P
Paulo Bernardo

“Durante a campanha, o dinheiro chegava em sacolas e sempre coincidia com a presença do então deputado Paulo Bernardo na cidade”, dispara Soraya, recontando o que via e ouvia na cúpula do partido. Como o seu chefe imediato, Augusto Ermétio Dias Júnior, não permitia recibos e apagava qualquer registro no computador, Soraya fez o depoimento em julho baseado na memória. As investigações posteriores, porém, atestam boa parte do que foi dito. Cumprindo ordem judicial, promotores e 40 agentes da PF amanheceram na quarta-feira 3 de agosto nos arquivos de 22 empresas da cidade apontadas pela ex-assessora. A varredura produziu 48 caixas de documentos. “Estes papéis comprovam o caixa 2, a contabilidade paralela na campanha do PT em 2004”, disse em entrevista coletiva, no final do dia, o dele
gado-chefe da PF em Londrina, Sandro Roberto Viana dos Santos. Uma hora depois chegavam as caixas apreendidas.

“Eu não sabia dos carros, não eram pagos por mim.” Soraya, então, ligou para a Avis de Curitiba e, lá, informaram que o locador era a Yaktur. Na Yaktur, deram um número de telefone em Brasília para Soraya tratar do problema. Ela ligou e a voz do outro lado respondeu: “SMP&B, bom dia!” Exposto o caso, a moça explicou: “Meu chefe, o sr. Marcos, não está. Ele viaja muito”, esclareceu, sem citar o nome Marcos Valério. Mas pediu que Soraya ligasse para o gabinete do então deputado Paulo Bernardo, na Câmara: “Foi com ele que fizemos o negócio. A gente ficou de pagar só o mês, sem cobrir batidas.” Soraya ligou para Cleide, secretária do deputado: “Vou passar o caso para o dr. Paulo”, disse.

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