Fala o delegado que acompanhou a CPI do Banestado


Zero Hora.
Quem dá a pista é o delegado da Polícia Federal José Francisco de Castilho.
José Francisco Castilho Neto:
- Ver as contas-ônibus. Estavam aparecendo bilhões em dinheiro nacional circulando pelas contas de lavagem de dinheiro em Nova York. Nos extratos bancários aparecia o nome de políticos, como uma tal de conta Tucano, que até hoje não se provou o que é.

- Se montar uma pequena equipe com experiência em rastreamento e mandá-la para o exterior, tenho a certeza de que, se rastrear, vamos achar o esquema de Marcos Valério. Basta rastrear o fluxo de dinheiro das contas CC-5 da agência do Banco Rural em Foz do Iguaçu, pelas quais passaram US$ 4,8 bilhões de 1996 a 2000. Se fizermos esse rastreamento do Banestado de Nova York para frente, vamos ter o mapa completo dos destinatários. As CC-5 do Banco Rural mandaram ordens de pagamentos para as contas de doleiros no Banestado em Nova York. É só pegar todas as ordens de pagamento que saíram do Rural. Qualquer CPI séria tem de investigar essa movimentação.

- Como o Banco Rural, que estava dentro do esquema com um fluxo de US$ 4,8 bilhões de movimentação em dinheiro ilícito por doleiros, não é mencionado no relatório da CPI do Banestado ?

<< Home