Especulação na América Latina


Folha de SP.

Dinheiro de grandes investidores internacionais têm buscado lucro nas Bolsas de países emergentes. Resultado: além do Brasil, as Bolsas do México, da Argentina, da Rússia e da Colômbia superaram níveis históricos nos últimos dias.

Para Santiago Lopez Alfaro, analista da corretora argentina Delphos Investment, as baixas taxas de juros nos Estados Unidos, aliadas aos elevados preços das commodities no mercado internacional, criaram um ciclo favorável para os países emergentes. Até quinta-feira da semana passada, dia 22, a Bovespa tinha valorização (em dólares) de 36,63%. A Bolsa colombiana registrava alta de 64,48%; a peruana, de 31,91%. O Latibex, índice que reúne as ações de empresas latino-americanas negociadas na Bolsa de Madri, tem valorização de 45,66% no ano.

Isso mostra que aplicar nos emergentes, com destaque para os latinos, tem sido uma grande pedida em 2005. Mercados acionários mais tradicionais, como o norte-americano, não vivem um momento positivo. O Dow Jones, principal índice da Bolsa de Valores de Nova York, por exemplo, registrava perda de 3,35% no ano na quinta-feira. A Nasdaq, Bolsa eletrônica que reúne as ações de empresas de alta tecnologia, registra baixa de 2,97% em 2005.

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