Editorial da FSP


Boa vontade do editorial da FSP, imaginar que essa é a lógica da política econômica do governo. Nada disso! O câmbio baixo é de interesse dos credores externos pois aumenta a capacidade de pagamento dos devedores em dólar. E por isso a taxa de risco cai. Por isso elas andam juntas.

A taxa de juros alta incorpora a taxa de risco político e por isso não pode baixar significativamente. O setor financeiro exulta. Os credores externos exultam. A economia brasileira tem resultados medíocres.

Os piores do mundo em 2005. Mas os ganhadores abanam o governo.
Ontem a cotação do dólar no Brasil chegou ao valor mais baixo desde abril de 2002, e o risco-país recuou para o segundo menor nível já registrado. A inflação caminha para fechar o ano na taxa almejada pelo Banco Central (BC), e também as expectativas do mercado para a alta dos preços em 2006 se aproximam da meta de 4,5%. Esses fatores indicam estarem configuradas as condições para redução expressiva e relativamente rápida da taxa de juros básica. Essa redução diminuiria a pressão de baixa sobre o câmbio -movimento cuja intensidade já despertou manifestações de preocupação, por seu potencial impacto adverso sobre diversos setores produtivos
Blog do Cesar Maia

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