Diários virtuais, facilitados pela conexão sem fio, se destacam na cobertura da devastação do furacão Katrina


Da Folha de SP.

Diários virtuais, facilitados pela conexão sem fio, se destacam na cobertura da devastação do furacão Katrina
Na dúvida, mundo se informa por blogs

A tragédia do furacão Katrina entrará para a história como o dia em que a imprensa tradicional cedeu lugar aos blogs.

A começar pelo principal jornal de Nova Orleans e região, o "The Times-Picayune", que, impedido de rodar em papel, passou os últimos dias tirando suas edições virtualmente, até sexta, quando voltou ao normal -mas há dúvidas sobre sua sobrevivência financeira, assim como a de diversas empresas de diversos setores de lá.

Seu blog -termo que é uma abreviatura de weblog, diário virtual-, porém, continuava um dos mais visitados na sexta-feira à noite, principalmente o fórum das pessoas desaparecidas, criado na última quarta. Só nas primeiras 24 horas, o endereço recebeu 7.400 mensagens. Assim, a agilidade dos blogs reside numa palavra: "wireless" (sem fio, em inglês). Muitos dos cidadãos, jornalistas ou não, que continuaram a escrever in loco lançaram mão do serviço de conexão para computador, que prescinde de meios tradicionais. Foi o caso, por exemplo, do Humid City (cidade úmida), e do Nola View (Nola, acrônimo de New Orleans e LA, por sua vez sigla daquele Estado americano, Louisiana), dois dos mais vistos. O último trazia na sexta à tarde uma mensagem desesperadora:Até um grande jornal inglês, o "Guardian", resolveu abrir seu metablog emergencial, um blog que cobre os blogs que estão cobrindo a catástrofe, como os citados acima. Chama-se "A Fúria de Katrina" e está sob a chancela "reportagens especiais".

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