Dick Morris - I: Governo e Partidos


Dick Morris foi assessor de imagem de Clinton ou marqueteiro como se prefere aqui. O livro "O NOVO PRÍNCIPE" - não foi traduzido para o português. Abaixo, resumo de uns poucos capítulos, cuja leitura é útil para se intervir nesta crise política.

O Novo Príncipe

1. Nunca mais em função do temperamento. Adequar seu estilo ao estado de ânimo da conjuntura.

2. Um líder político deve tomar a temperatura e controlar o pulso do momento que se vive. Deve adequar com humildade, a isso, seu estilo. Não tem que mudar suas idéias, mas adequar seu estilo.

3. A liderança é uma tensão dinâmica entre o que pensa um político sobre para onde deve ir o país e onde querem ir os eleitores. As iniciativas ousadas que deixam os eleitores muito atrás não são atos de liderança, mas de arrogância.

4. As pesquisas não substituem a liderança. Governar por pesquisas é fracassar, pois perderá o controle dos fatos. Mas quem ignorar as pesquisas perderá o seu mandato.

5. Há mais consenso entre os eleitores dos partidos que entre seus políticos. Os desacordos partidários se dão entre os grupos de pressão internos aos partidos.

6. Para governar com êxito deve-se evitar ser etiquetado e refém dos grupos de pressão partidários. Deve-se transcender ao partido e caminhar para o centro.

7. Os líderes devem comandar desde o centro.

8. Reforçar os laços com os demais partidos para não se ficar refém do seu. A clientela é método passado, pois os políticos já contam com isso como um dado.

9. Separar os ideólogos e dogmáticos dos demais, pois aqueles não são flexíveis. Não tem sentido cortejar um ideólogo opositor. A maioria dos parlamentos está mais interessada em lograr algo, ser reeleita e avançar. São jogadores profissionais. Esta relação deve converter-se quase numa consultoria política.

10. O establishment é partidário, mas os eleitores não. Esses eleitores independentes são o grupo a que o líder deve falar para pressionar os políticos de oposição a seu favor.

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