Dantas, Dirceu, Gushiken, Teles e Lobbies Ltda!


PRIMEIRA PARTE

Valor.


A briga de três fundos de pensão com o banqueiro Daniel Dantas dividiu o governo Lula e está na gênese dos escândalos que provocaram a crise política que já dura quase quatro meses. Do lado dos fundos, Gushiken, Dirceu, ministro.Envoveu fundos de pensão ligados a empresas estatais (Previ, Petros e Funcef), o grupo Opportunity, o Citigroup e a Telecom Itália. A disputa em questão é pelo controle da Brasil Telecom (BrT), a terceira maior empresa de telefonia fixa do país. Sérgio Rosa, no comando da Previ, e Wagner Pinheiro, no da Petros são filiados ao PT. O interesse das fundações era destituir Dantas da gestão do fundo CVC Nacional, que geria a participação dos fundos no capital da BrT, os fundos conseguiram seu intento em outubro de 2003. O PT, em ano eleitoral, precisava de dinheiro para bancar suas campanhas. Dantas, por sua vez, estava preocupado não apenas com a ação da polícia sobre seus negócios, mas com a realização de uma operação - a venda da Telemig para a Vivo. A Newtel, que detém o controle da Telemig, denunciou à Anatel, por iniciativa de Dantas, a participação cruzada da Previ no controle da Telemar - e através dela, na Oi - e da Telemig Celular. Se sabia desde o início de 2004, do interesse da Vivo pela Telemig, a Previ achava que perderia dinheiro se não participasse da decisão de venda da empresa - na Newtel, o fundo tem poder de veto em relação à venda de ativos da Telemig. Surgiu, para surpresa de todos, a opinião, contrária à saída do bloco da Telemar, de Henrique Pizzolato, um petista como Rosa, Pinheiro e Lacerda, presidente do Conselho Deliberativo da Previ e diretor de marketing do Banco do Brasil. Preocupado com o comportamento de Pizzolato, Sérgio Rosa procurou Gushiken e Palocci e, pela primeira vez, José Dirceu.

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