Daniel Dantas: Enquanto a Cobertura Patina, Miriam Leitão Explica


O que ninguém destacou foi um "entre parênteses" de Dantas que disse que a Kroll pegou uma reunião de Casseb, num hotel 6 estrelas fora do Brasil, negociando com uma telefônica. A CPI deve pedir esta parte do relatório da Kroll, pelo menos.

Globo.
O primeiro atalho escolhido por ele ontem levou ao rumoroso caso da compra da CRT pela Brasil Telecom. Para fazer curta uma longa história, o fato é que Daniel Dantas queria pagar US$ 730 milhões e a Telecom Itália e os fundos, US$ 850 milhões. Quem ganharia com isso seria a Telefônica. As razões que levavam o comprador a querer pagar mais nunca ficaram esclarecidas. Um segundo atalho foi o caso da Newtel. Daniel Dantas contou que os fundos tentaram dissolver a empresa, que tinha o controle da Telemig e da Amazônia. Se fosse dissolvida, perderiam o controle, portanto seria estranho, pois aumentaria o poder de uma empresa canadense, a TIW, que tinha 49% do capital, mas, como estava fora do bloco de controle, não mandava nada. Os canadenses e os fundos se uniram contra Daniel.

Outro atalho foi a compra da Vale. O Bradesco fez a avaliação da Vale e depois comprou a empresa por meio de uma operação montada por Daniel Dantas. Normalmente quem avalia não pode comprar. Mas, na época, foi feita uma operação assim: Daniel emitiu debêntures de uma empresa que foram subscritas pelo Bradesco e essa empresa comprou a participação na Vale. Ele repetiu lá o que me disse na época: que consultara o BNDES e o banco nada tinha objetado. Todos casos intrincados e bem longe do valerioduto: ocorridos no governo Fernando Henrique. O único problema atual é a quantia que pagou às empresas de Marcos Valério.
Blog do Cesar Maia

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