Cronologia do Caso Severino


Estado de Minas.

1997 – Participa de licitação para explorar restaurantes da Câmara, mas fica em 2º lugar

Janeiro de 2000 – A Câmara rompe o contrato com a empresa vencedora por má qualidade. A empresa de Buani, 2º lugar na concorrência, é chamada para assumir o serviço

Março 2002 – Buani é notificado pela Casa que o contrato terminaria naquele ano, cinco anos após o início dos serviços prestados a partir de 1998 pela empresa que vencera a licitação

Abril 2002 – Buani não concorda e reivindica que seu prazo deveria ser contado a partir de 2000, o que lhe garantiria renovação até 2005

Abril2002 – O empresário negocia com o primeiro secretário da Casa, Severino, prorrogação de sua concessão para explorar o restaurante até 2005

Outubro/novembro 2002 – Buani recebe da direção da Casa uma proposta de uma renovação emergencial por um ano. Nessa época, diz ter descoberto que o termo de prorrogação acertado não estava valendo e havia desaparecido dos arquivos

31 janeiro 2003 – Buani diz ter sido chamado para uma reunião no gabinete de Severino para assinar a prorrogação emergencial por mais um ano. Pela assinatura, o empresário teria aceitado fazer o pagamento de R$ 10 mil mensais

Fevereiro 2003 – O empresário diz que teve dificuldade para pagar a propina devido ao baixo movimento durante o recesso parlamentar. Ele afirma ter conseguido levantar R$ 5 mil, mas Severino propôs que o restante fosse pago diluído nos meses seguintes

2º semestre 2004 – Buani acumula dívidas por não conseguir pagar as despesas para a exploração do Fiorella: R$ 11.580 de aluguel, além de R$ 2 mil de água e luz

Fevereiro 2005 – Buani decide redigir um documento, intitulado “A história de um mensalinho”, no qual relata todo o esquema de pagamento de propina. O texto é guardado nos arquivos da empresa

2 setembro 2005 – Severino divulga nota afirmando ter sido vítima de extorsão por parte de Buani, que queria o perdão da dívida milionária com a Casa. Era uma resposta a reportagens das revistas Veja e Época denunciando o esquema de propina.

6 setembro 2005 – O ex-gerente do restaurante, Izeilton Carvalho, admite à Polícia Federal ter sido a fonte das denúncias e exibe o documento com a assinatura de Severino, considerado irregular pela própria direção da Câmara

7 setembro 2005 – Severino nega ter assinado o documento

8 setembro 2005 – Buani convoca entrevista coletiva, recua e admite ter pago propina a Severino Cavalcanti. Não apresenta, entretanto, provas dos repasses financeiros

11 setembro – Entrevista de Severino, em que nega todas as acusações

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