Crédito em consignação à servidores da Câmara: outro "negoção"!


Estado de Minas.


Coube a Severino, a escolha das instituições que entrariam no grande negócio. Já estava decidido que seriam admitidos apenas cinco bancos privados. "Tendo em vista o princípio da igualdade, entendo que o critério para seleção será o da ordem cronológica dos pedidos de credenciamento apresentados à mesa após a edição do Ato 111/2002", decidiu o primeiro-secretário. Foram autorizados a conceder empréstimos os bancos Luso Brasileiro, Pine, BGN, Alfa Investimento e Cacique. O primeiro-secretário da Câmara em 2003, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), solicitou à Coordenação de Pagamento de Pessoal uma avaliação desse procedimento, um ano após a sua implantação. O estudo mostrou que 3.266 servidores pagavam empréstimos com taxas de juros que variavam de 3,3% a 5,5% ao mês. Os bancos autorizados a operar no Senado Federal cobram hoje taxas que variam de 1,7% a 2,9%. A mesa diretora manteve intacta, porém, a regulamentação dos empréstimos na gestão de João Paulo Cunha (PT-SP).

Variação dos juros de empréstimos em folha, segundo estudo de 2003
Câmara - 3,3% a 5,5%
Senado - 1,7% a 2,9%

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