Comentário: Prevenção Estratégica?


O Governo paraguaio autorizou o ingresso de 400 fuzileiros navais norte-americanos, tendo-lhes concedido imunidade jurídica. Foram eles instalados numa base do Chaco, Mariscal Estigarríbia, há 200 km da fronteira com a Bolívia. Tem essa localização objetivos estratégicos: está próximo da Bolívia, onde no momento se trava uma disputa interna em torno do petróleo/gás natural, bem como existe o risco de ascensão de Evo Morales, que mantém relações estreitas com Hugo Chávez; está sobre o aqüífero Guarani, uma das maiores reservas subterrâneas de água doce da América Latina; e não fica distante da chamada Tríplice Fronteira, onde existe a suspeita da presença de comunidades muçulmanas pretensamente vinculadas ao terrorismo internacional, assim como grupos ligados ao narcotráfico e ao contrabando de armas.

Lá existe uma pista de pouso de aviões, com 3.800 metros de extensão, construída por técnicos norte-americanos em meados dos anos 80, ao tempo de de Alfredo Stroessner, capaz de receber aeronaves de grande porte (B-52, C-130 Hércules, C-5 Galaxy y KC 135, entre outros), sobredimensionada para as necessidades da Força Aérea Paraguaia. Conta com um enorme radar, hoje inativo, para o controle do tráfico aéreo, sistemas de pouso noturno, equipamentos de abastecimento de combustíveis e amplos hangares.

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