Comentário: Lembrando!


Quando a atual crise política começou, o presidente Lula realizou uma reforma ministerial onde reabriu espaços para o PMDB e para o PP. O PMDB negociou através do presidente do Senado -Renan Calheiros. O PP negociou através do presidente da Câmara -Severino Cavalcanti. O PMDB ficou com Comunicações e Saúde. O PP com o Ministério das Cidades.

O primeiro nome oferecido por Severino foi o atual corregedor da Câmara -Ciro Nogueira. Por estar com um processo no STF, Lula pediu outro nome. Severino conversou internamente com o PP e apresentou o nome de Marcio Fortes para o Ministério das Cidades, prontamente aceito, por seu passado técnico. Dada a importância da aliança com os presidentes do Senado e da Câmara, Lula sacrificou seu amigo Olívio Dutra, que saiu esperneando. Foi uma reforma preventiva ao impeachment.

Com o provável afastamento de Severino, a lógica do acordo anterior se desfaz e a reforma ministerial, realizada no começo da crise, perde 50% de sua razão de ser.

Lula fez tudo para ajudar Severino. Mas desde ontem não dá mais. A queda de Severino, neste sentido, cai no colo do Lula.

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