Comentário: Irã, Islamismo Não Resolveu o Problema das Drogas


Aumentou muito o uso de ópio e heroína no Irã. Segundo o relatório de drogas no mundo da ONU de 2005, o Irã tem a maior proporção de viciados do mundo : 2,8% da população com mais de 15 anos. Apenas dois outros países, Maurício e Kirguistão, ultrapassam essa marca de 2%.

Com uma população de 70 milhões, dos quais 4 milhões são usuários de drogas, o Irã é isolado líder de consumo de ópium e derivados, incluindo a heroína. O próprio governo do Irã vê uma relação entre os desemprego e o consumo de heroína. Seria necessário criar 1 milhão de empregos por ano para atender os jovens que entram no mercado de trabalho. Depois da revolução islâmica de 1979, o governo adotou uma política de tolerância zero, e com isso, as prisões ficaram repletas com viciados. "Nós pagamos um alto preço por isso", reconheceu o diretor da Administração Anti-Drogas, Ali Hashemi.

Agora, o governo adotou um novo pragmatismo, dando bastante liberdade de tratamento, subsidiando a troca de agulhas e criando centros de metadona. O fato é que o preço para a sociedade iraniana é enorme, com 20% da população adulta envolvida com drogas, de uma maneira ou outra.

Essa estimativa inclui 500 mil traficantes, cada qual vendendo para três ou quatro pessoas, com um custo total de entre US$3 bilhões e US$5 bilhões. Para muitos a heroína custa menos que um sanduíche. O Corão fala especificamente no consumo de álcool, mas não de drogas.

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