Brasil: Crescimento Medíocre e Desinvestimento em Infraestrutura


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Gigante Adormecido

Brasil cresce a metade dos países asiáticos, mesmo em quadro favorável

Scheinkman cobra investimento em pesquisa e infra-estrutura

Professor em Princeton, José Alexandre Scheinkman conseguiu brilho acadêmico alcançado por poucos brasileiros. Da passagem pela direção da Escola de Economia de Chicago, Scheinkman trouxe bem mais do que a visão crítica do Estado-empresário que marca os monetaristas. Na sua análise sobre o Brasil, o economista, recentemente cogitado para a sucessão de Henrique Meirelles no Banco Central, destaca a queda dos investimentos em infra-estrutura e a insuficiência dos gastos em pesquisa e desenvolvimento como fatores primordiais de atraso. Lamenta a demora do BC em reduzir as maiores taxas de juros do mundo.

"Muita gente dá sinais de alívio com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5%. Ainda mais com esses juros recordes cobrados por aqui, isso é compreensível. Só que na Ásia se cresce a 7%, a China aproxima-se dos 9%, e esses níveis é que temos que mirar. Temos potencial para isso", alerta.

Scheinkman cita estudo do Banco Central do Chile, segundo o qual a falta de investimento em infra-estrutura foi responsável por um terço da diferença de crescimento do PIB do Brasil ante os asiáticos.


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