Assassinato de Celso Daniel: Tudo Ficando Claro


Editorial do Estado de SP.

Os fatos reconstituídos por João Francisco Daniel se encaixam perfeitamente. Por que ele iria inventar que Gilberto Carvalho, o secretário de Governo de Santo André (e atual chefe de gabinete de Lula), seis dias depois da execução de Celso o procurou e, na presença de duas testemunhas, ainda por cima, lhe contou que entregava a Dirceu o butim da cidade? E que sentia medo de transportar tanto dinheiro no seu Corsa preto - uma vez foi R$ 1,2 milhão -, mas decerto não se sentia culpado de participar de um crime que beneficiaria, nas suas palavras, campanhas de candidatos petistas, como a de Marta Suplicy. 'Também achei estranho Carvalho me contar isso, mas ele me contou três vezes', declarou João Francisco à CPI. Naturalmente, transportador e recebedor negam tudo.

O então ministro abriu processo contra o irmão de Celso, mas pediu adiamento da audiência no Fórum de Santo André em que se veria cara a cara com quem o teria acusado 'levianamente'. Não menos eloqüente foi a conduta do deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, escalado por Lula para acompanhar o inquérito da morte do companheiro.

Ele fez o que sabia para que a investigação policial terminasse o quanto antes, com a conclusão de que o prefeito tinha sido vítima de crime comum e não de um crime de mando. Como se sabe, seis pessoas ligadas direta ou indiretamente ao caso acabaram mortas também.

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