Argélia: Dois Dias Para o Plebiscito Sobre a Nova Constituição


NYT, 26 de setembro de 2005-Trechos.

Argelinos Importantes Preferem Amnésia à Prestação de Contas

MICHAEL
SLACKMAN

Saindo de cinco anos de guerra civil que deixou mais de 100 mil mortos e milhares de outros desaparecidos.O Presidente Abdelaziz Bouteflika, há um mês, faz campanha para convencer os argelinos a aprovarem a Carta para Paz e Reconciliação Nacional.

Tem uma anistia para os islamistas que cometeram crimes desde que não fossem hediondos, perdão para as forças militares e de segurança, e dinheiro para as famílias das vítimas da violência e para as famílias dos desaparecidos, freqüentemente em ações das forças de segurança e milícias do governo. Mas, o que a Carta, que será plebiscitada na quinta-feira, não trás é respostas e prestação de contas.

"Compensação não basta. Queremos a verdade sobre os destinos de nossas pessoas queridas". As sementes da guerra civil argelina foram plantadas em 1991 na ocasião da primeira eleição legislativa multipartidária. O exército parou o pleito depois do primeiro turno quando a Frente Islâmica de Salvação fundamentalista tinha uma grande vantagem. Em pouco tempo, a Argélia enfrentou um banho de sangue. Grupos islâmicos militantes atacaram agentes do governo e civis, freqüentemente matando,homens, mulheres e crianças à noite.

Ao mesmo tempo, as forças de segurança do estado, seqüestraram milhares de pessoas, e o governo deu armas a milícias para promover uma forma de justiça sumária. Muito disso aconteceu sem chamar a atenção internacional, em parte porque os próprios jornalistas A minuta do documento foi feita no gabinete do presidente sem a participação do público e outros departamentos do governo, e foi criticado por ser vago.

Para muitos, o único assunto é a economia. Mais paz em anos recentes e aumento do preço do petróleo ajudaram a estabilizar a economia argelina, mas não trouxeram investimentos estrangeiros, nem ajudaram a criar empregos.

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