Apareceu o Dono e a Empresa Fabricante de Notas Frias

Incrível que a Presidência da República a usasse como fornecedor sem nunca ter desconfiado! Ou.....????

Da Isto É- Dinheiro.


Como funciona a FR, a empresa das notas frias do Planalto. O dono da firma é apenas um laranja. O homem que a operava sumiu. Há dois inquéritos contra ela. Mas suas notas justificavam saques de dinheiro vivo com cartões do Governo.

Antônio Ambrósio Evangelista mora num barraco de fundos na periferia de Brasília, ganha um salário de R$ 385 mensais numa pastelaria de rodoviária e desde a semana passada ocupa o centro das atenções do Palácio do Planalto. Antônio Ambrósio, o Tonhão, é empresário. Pelo menos no papel. Ele é sócio majoritário da FR Comércio, Serviço e Representação Ltda., empresa que se tornou fornecedora oficial da Presidência da República. Fornece cartuchos de impressoras. Ou melhor, fornece notas fiscais onde consta a venda de cartuchos para a Presidência. Mas a FR do pasteleiro Tonhão está sendo acusada de fornecer notas fiscais frias (e falsas) para justificar os saques em dinheiro vivo com os cartões de crédito corporativos do Palácio do Planalto. A empresa tem sede legal em um apartamento residencial (vazio) na cidade-satélite de Taguatinga, não possui funcionários, o telefone foi cortado por falta de pagamento e é controlada de fato, por procuração, por um certo Francisco Ramalho, dono das iniciais FR, que até dias atrás podia ser encontrado pelos funcionários do Planalto através de um celular pré-pago – mas agora está foragido da polícia. Enfim, o pasteleiro é só um laranja. Não é preciso ir muito longe para concluir que há algo de muito estranho com a FR. A empresa já está, desde maio, sob investigação da Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária do DF. É suspeita de sonegação fiscal e falsificação de notas fiscais. De acordo com o inquérito, a última impressão de nota quente ocorreu em 2002, durante o governo FHC. A partir de 2003, todas as notas emitidas pela FR seriam falsas – inclusive aquelas entregues ao Palácio do Planalto. A empresa foi descoberta por conta de alguns detalhes curiosos. Ano passado, o TCU fez uma rápida inspeção nas contas do Planalto. Levou então uma pequena amostra de 52 notas fiscais, referentes a cinco prestações de contas de saques em dinheiro vivo com cartões de crédito corporativos. Investigação mostrou que todas as notas vistas pelo TCU se referem a compras de cartuchos de impressora. Têm valores idênticos, datas sucessivas, numerações consecutivas e validades vencidas. Somam R$ 2,96 mil, valor quase tão miúdo quanto os ganhos de Tonhão - mas suficientes para preocupar o Planalto.

Elas aparecem nas prestações de contas da ecônoma Maria da Penha Pires, responsável pelo pagamento de despesas da Secretaria de Comunicação do Governo, então comandada pelo ex-ministro Luiz Gushiken.

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