Ainda sobre a Máfia de Ribeirão Preto

Maglia era laranja e entregou tudo.

Agência Estado.
Em fevereiro de 2003, Maglia conta que Vilibaldo lhe fez a proposta de abrir uma nova empresa em seu nome e no de sua mulher. Não era algo novo para Maglia, que já figurava como sócio da Gráfica e Editora Villigraf., uma das três firmas registradas no mesmo endereço. Vilibaldo tinha procuração dele para fazer o que quisesse na empresa. "Agora vejo que estava funcionando como laranja", diz Maglia, de 30 anos, que aos 14 entrou como contínuo na Villigraf. "Ele estava apenas usando meu nome para fazer trambique." Vilibaldo pediu que o gerente assinasse uma folha em branco, com o timbre do 5.° Cartório de Notas de Ribeirão. O que também não lhe pareceu estranho: "Ele me deixava cheques em branco assinados, e eu assinava o que ele me pedia. Era uma relação de confiança." A folha em branco, no entanto, foi preenchida com uma escritura pública de confissão de dívida e doação em pagamento de Maglia. Ali foram incluídos todos os bens do gerente-financeiro, com exceção do rancho de sua mulher em Jardinópolis: três casas, sendo duas de conjunto habitacional da Cohab, um Vectra 96 e uma caminhonete Silverado 97, comprada em consórcio no qual Vilibaldo tinha sido fiador. Valor total dos bens: R$ 159 mil.

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