11 de Setembro de... 1940!


Trecho do discurso por rádio de Winston Churchill no início dos bombardeios alemães a Londres.

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CRUÉIS E PERVERSOS BOMBARDEIOS DE LONDRES

11 de setembro de 1940

Transmissão de rádio, Londres


Cada homem e mulher irão portanto se preparar para cumprir seu dever, qualquer que seja, com orgulho e cuidado especiais. Hitler espera, ao matar grande número de civis, e mulheres e crianças, que irá aterrorizar e intimidar o povo desta poderosa cidade imperial – e torná-los um peso e uma ansiedade para o governo – e, portanto, distrair nossa atenção indevidamente para longe do assalto feroz que está preparando. Pouco ele sabe do espírito da nação britânica, ou da fibra dura dos londrinos, cujos antepassados representaram um papel de liderança no estabelecimento das instituições parlamentares e foram criados para valorizar a liberdade muito acima das suas vidas. Este malvado homem, repositório e incorporação de muitas formas de ódios destruidores de almas, este produto monstruoso de erros passados e vergonha, resolveu agora tentar quebrar nossa famosa raça insular por um processo de massacre indiscriminado e de destruição. O que fez foi acender o fogo nos corações britânicos, aqui e em todo o mundo, e que brilhará bem depois que todos os traços da conflagração que ele causou em Londres tenham sido removidos. Acendeu um fogo que irá queimar com uma chama constante e que só se consumirá quando os últimos vestígios da tirania nazista tiverem sido eliminados da Europa – e quando o velho mundo e o novo possam juntar as mãos para reconstruir os templos da liberdade e da honra do homem, com fundações que não serão rapidamente ou facilmente derrubadas. Esta é uma hora para cada um de nós ficar junto ao outro e manter-se firme, como está sendo feito. E nós iremos, ao contrário, retirar do próprio sofrimento do coração os meios de inspiração e de sobrevivência – e de uma vitória a ser vencida não só para nós mas para todos – uma vitória não só para nosso próprio tempo, mas para os dias longos e melhores que estão para vir.

fim

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