A Turma de Ribeirão


Veja. Trecho da matéria.

Em sua entrevista coletiva há uma semana o ministro admitiu ter se encontrado com Menezes apenas em Brasília, numa reunião agendada, segundo ele, pelas vias oficiais. Disse também ter recebido Menezes apenas na condição de presidente da bolsa.

Talvez por esquecimento, Palocci omitiu o segundo encontro, no Rio, relatado por VEJA. O que Palocci deixou de explicar é que Menezes fora o responsável pela solução de um de seus maiores dilemas pessoais: em 2004, o executivo do Prosper colocou na sua folha de pagamento dois homens que eram verdadeiros arquivos da gestão de Palocci em Ribeirão Preto: Ralf Barquete, falecido no ano passado, e o seu braço-direito, o já citado Poleto.

Nos tempos em que Palocci era prefeito, ocupavam, respectivamente, a Secretaria da Fazenda e a chefia da Contadoria da prefeitura de Ribeirão Preto. Cargos importantes. Depois de um périplo por Brasília que deixou Palocci de cabelo em pé, ambos foram contratados como "consultores" do Banco Prosper e mandados para o Rio com uma missão bem simples: abrir portas no governo.

Descobriu-se,tembém, que a relação entre Palocci e Buratti era mais profunda do que ambos admitiram até agora e chegava aos momentos de descanso e lazer. Em Brasília, até fevereiro do ano passado, os dois se encontravam numa bela casa do Lago Sul, a região mais nobre da capital federal. Nessa casa, Palocci e Buratti, junto com outros amigos de Ribeirão Preto, faziam reuniões sociais, churrascos, jogavam tênis e passavam horas de lazer – em geral, nas noites de quarta-feira e sábado. Na semana passada, já circulavam em Brasília comentários de que a turma de Ribeirão Preto, o ministro incluído, mantivera uma casa para recreação em Brasília.

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