Sindicalismo de Negócios


Paraíso dos sindicalistas

Trezentos líderes do movimento trabalhista ganharam uma “boquinha” na administração de Lula.

Correio Brasiliense- Há 300 líderes do movimento sindical empregados no governo, em fundos de pensão ligados ao governo ou em empresas privadas que têm esses fundos de pensão entre os sócios. O número é aproximado.

Foi contabilizado pelos próprios sindicalistas. A maioria dos que ganharam sinecuras veio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), criada em 1983 para fazer na área trabalhista aquilo que seus líderes vinham fazendo na área política: enfrentar o autoritarismo e abrir espaço para as classes populares na disputa pelo poder.

Nos postos oferecidos pelo governo Lula, os ex-sindicalistas recebem remuneração média de R$ 7 mil. Representando fundos de pensão em empresas privadas, em que geralmente só precisam participar de uma reunião por mês, alguns ganham jeton entre R$ 3 mil e R$ 20 mil.

Antigo adversário dos militantes da CUT no movimento sindical, o deputado distrital Augusto Carvalho (PPS) afirma que o silêncio dos sindicatos diante da crise política está diretamente ligado aos cargos no governo. “Eles estão de tal maneira comprometidos que não conseguem fazer uma crítica sequer”, ataca.


(manhã)

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