República Offshore XII


A atuação do deputado Mentor na CPI do Banestado já deveria ter aberto as investigações da crise de hoje. Mentor é do grupo Marta no PT.

Trecho de matéria na FSP.


O deputado federal José Mentor (PT-SP) atuou para blindar, na relatoria da CPI do Banestado, pelo menos sete linhas de investigação que atingiriam interesses do PT e do governo federal. No cargo-chave da comissão, Mentor não convocou para depor nem incluiu na lista dos indiciados donos e diretores do Banco Rural, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o doleiro Toninho da Barcelona e o empresário de ônibus Ronan Maria Pinto, além de deixar de investigar operações no MTB Bank que comprometeriam Duda Mendonça, marqueteiro da campanha de Lula da Silva em 2002. Mentor costumava emitir elogios e antecipar conclusões sobre investigados.

À época já criticados pela oposição, hoje os discursos do deputado, à luz das revelações da CPI dos Correios, ganham novos significados. "(...) Quero registrar a cooperação que o Banco Rural tem apresentado desde o início da CPI", elogiou o deputado, em meados de 2004, em sessão aberta da CPI. O banco estava sob investigação por operar com doleiros brasileiros por meio de empresas offshore no Banestado de Nova York, cerca de US$ 4,3 bilhões.

(manhã)

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