República Offshore X


Mais informações prestadas por Barcelona à VEJA. Trechos destacados.

Dario Messer é filho do mais antigo doleiro vivo do país, o polonês Mordko Messer, de 90 anos. Suspeita-se que esteja, hoje, escondido em algum lugar no Uruguai. Como doleiro, Messer operava pelo menos cinco contas lá fora – três no MTB Bank e duas no Merchants Bank. Não se sabe quais as razões que levaram o PT a escolhê-lo como doleiro preferencial, mas seu tamanho nesse mundo financeiro clandestino talvez seja sua principal credencial. "Ele, sim, é muito maior do que o Toninho da Barcelona", diz o procurador da República Vladimir Aras, de Curitiba. Como prova do seu gigantismo, basta um dado: só uma das contas de Messer no MTB Bank, a Depolo, movimentou 1,7 bilhão de dólares em 2003.

As trocas de dólares por reais, que se materializavam no gabinete do então vereador e hoje deputado federal Devanir Ribeiro, integram outro braço do esquema petista. Nesse caso, o partido mantinha volumes consideráveis de dólares em dinheiro vivo, escondido em cofres e acionava a casa de câmbio quando precisava convertê-los em reais. Em geral, quem ligava para a casa de câmbio Barcelona era o assessor da Câmara de Vereadores, Marcos Lustosa Ribeiro – que vem a ser filho do deputado federal Devanir Ribeiro.

(manhã)

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