República de Ribeirão


Estado de São Paulo de domingo.

Juscelino Dourado e Ademirson Ariovaldo da Silva não foram os únicos homens de confiança que Palocci levou de Ribeirão Preto para o governo Lula, formando o que foi apelidada de República de Ribeirão. Pelo menos outras sete pessoas, incluindo sua mulher Margareth Rose Silva Palocci, passaram a ocupar cargos no governo federal desde que Palocci deixou a prefeitura do interior do Estado e assumiu o Ministério da Fazenda.

Entre os indicados por Palocci está o atual diretor do Serpro, Donizeti Rosa. Considerado um homem de confiança do ministro, Rosa tem o nome citado diversas vezes nos grampos telefônicos dos diretores da empresa Leão Leão.

Nas conversas, Rosa aparece como intermediador de contatos entre a empresa, acusada de fraudes em licitações, e a prefeitura de Ribeirão.

A República de Ribeirão é formada ainda por Ralf Barquete Santos, que ocupava o cargo de assessor especial da presidência da Caixa Econômica Federal ao morrer no ano passado;
Nelson Rocha Augusto, que está na Presidência da Banco do Brasil Administração de Ativos - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (BBDTVM);
Galeno Amorim, atualmente na coordenação da Política Nacional do Livro e Bibliotecas Públicas do Ministério da Cultura;
Fernando Garcia, na coordenação do programa Cartão-Saúde;
José Ivo Vannuchi, responsável pela área parlamentar do Ministério da Fazenda;
e Wagner Quirici, diretor-presidente do Serpro.


(noite)

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