A Reforma da Campanha Eleitoral


Há uma dúvida que advogados esclarecerão hoje: - Os comerciais também são alcançados? Não sendo, tudo bem. É assim em todo mundo: programas só aqui. Mas sendo, vale a coluna da Tereza Cruvinel de hoje. (trecho abaixo).

Lembro o Triângulo de Botana citado aqui no último fim se semana. Se os comerciais forem alcançados a mídia comandará o espetáculo: as eleições. Se não: tudo bem!

"Ao determinar que os programas de televisão usem apenas imagens de estúdio, deles podendo participar apenas os candidatos e os filiados ao partido, ficando proibidas as cenas externas e outros recursos técnicos, o projeto intencionalmente progressista de um partido liberal torna-se autoritário e reacionário. Com sua Lei Falcão, a ditadura permitia apenas a leitura da biografia do candidato com a exibição de sua fotografia e seu número.

A nova proposta não chega a emudecer os candidatos mas passa a exigir que se expressem apenas pela boca, num tempo em que as imagens valem muito mais que as palavras. Ficam eles proibidos de usar outros recursos de linguagem que, melhorando a qualidade dos programas, contribuem para elevar o nível de compreensão dos eleitores. Ficam proibidas, além das cenas externas, montagens ou trucagens, computação gráfica, desenhos animados, efeitos especiais e conversão para vídeo de imagens cinematográficas. O candidato que burlar a lei ficará fora do ar por dez dias."


(manhã)

<< Home