Quedas Presidenciais na AL


Abaixo trecho do trabalho da cientista política Kathryn Hochstetler (Universidade de Colorado): "Quedas Presidenciais na América Latina". Será apresentado na reunião anual da Associação Americana de Ciência Política. Em breve a tradução completa estará disponível num link nosso, em primeiríssima mão.


“A partir de 1978, 40% dos presidentes eleitos na América do Sul tem sido contestados por civis, que tentam fazê-los deixar o cargo antes do tempo. Por meio de impeachments e de renúncias, caíram 23% – que foram substituídos por civis. Após um exame do conjunto completo de Presidências, verifiquei que os Presidentes contestados tendiam mais a seguir políticas neo-liberais, a estarem pessoalmente implicados em escândalos e a não ter uma maioria no Congresso, do que seus congêneres não-contestados. Entre os presidentes contestados, a presença ou a ausência de grandes manifestações de protestos nas ruas, exigindo sua deposição, é, então, crucial para determinar seus destinos. Estes acontecimentos frustram várias hipóteses essenciais relativas às práticas dos regimes presidenciais: que os mandatos presidenciais são rigorosamente fixados, que a população não pode nem retirar nem conceder mandatos aos presidentes para governarem, e que as conseqüências do conflito político no presidencialismo são o colapso da democracia.”

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