PT Tenta Abraço do Afogado ao PSDB


O Globo

Buratti faz acusação também a prefeitos tucanos

Além de Ribeirão Preto, outras três prefeituras da região faziam parte do suposto esquemade pagamento mensal de propina para a manutenção de contratos de limpeza pública com a Leão Ambiental, segundo o depoimento do advogado Rogério Buratti, que dirigiu a empresa.

Buratti relatou aos promotores que as licitações de coleta de lixo das prefeituras de Sertãozinho, Matão e Monte Alto foram fraudadas e que os prefeitos recebiam propinas mensais que variavam de 5% a 15% do valor do faturamento. Nas três cidades, há políticos do PSDB envolvidos.

Em Sertãozinho, o esquema teria começado com a prefeita Neli Tonielo (PPS), que administrou de 1997 a 2000, e continuado na gestão do atual prefeito, Zezinho Gimenes (PSDB), que assumiu em 2001 e se reelegeu no ano passado. De acordo com Buratti, no caso de Sertãozinho, o pagamento era de 15% do faturamento mensal dos serviços de limpeza público.

Em Matão, o pagamento teria sido feito durante a gestão de Jayme Gimenez, eleito em 2000 pelo PMDB e filiado ao PSDB em 2002. A entrega do dinheiro, no valor de 15% do faturamento, seria feita pessoalmente ao prefeito por um gerente da Leão Ambiental na cidade. Gimenez não foi localizado para falar sobre o assunto.

Em Monte Alto, o beneficiário seria o então prefeito Donizete Sartor (PSDB), que supostamente recebia todos os meses o dinheiro de um gerente da empresa. Não foi informado qual o percentual.

Buratti disse ainda que chegou a negociar o pagamento de propinas nas prefeituras de Araraquara e Bebedouro. Na ocasião, os dois prefeitos eram petistas, respectivamente Edinho Silva e Davi Peres Aguiar.

O número de prefeituras envolvidas no esquema pode chegar a 16, segundo ele, incluindo São Paulo,Ribeirão Preto, Franca e as mineiras Belo Horizonte e Três Corações.

(manhã)

<< Home