Projeção 2


2006

A viabilidade eleitoral do presidente Lula é nenhuma. Não há qualquer hipótese de ser um candidato competitivo em 2006. Só os ingênuos ou apenas iniciados em pesquisas não enxergam isso com os números disponíveis. Num momento como esse as pesquisas eleitorais devem projetar cenários e perguntar em cima deles. Devem analisar mais tendencias para frente, que ler fotografias para trás. Neste sentido os candidatos de perfil abstrato como o de Lula, deixam, com ele, de ser competitivos.

Este perfil é o que muitos cientistas politicos chamam de "candidatos de proximidade". Ao contrário do que alguns imaginam,o populismo não será alternativa: a candidatura de Garotinho se afoga neste quadro. Mas PFL e PSDB não devem deitar em berço esplêndido e acreditar na tática de deixar rolar para assistir da arquibancada o velório do governo e de Lula.

O perfil vitorioso deve ser o contra-perfil de Lula -ou seja uma candidatura vertical, com marca de autoridade e de imagem de comando ou capacidade. Isso pode se dar tanto mais a esquerda como mais a direita.

Ou seja este "pijama" tanto serve ao Serra, do centro para a esquerda, como a um "general" civil, do centro para a direita, especialmente se vier montado em valores conservadores.

O grid de largada, não é mais de nomes ou partidos: mas de perfis. Num país em que a política é de personagens, cabe aos partidos buscar este novo enquadramento.

(tarde)

<< Home