Opinião


O discurso do senador José Sarney e a coluna de Merval no Globo, reabrem a questão da introdução de um regime semi-presidencialista, presidencial-parlamentar ou parlamentar-presidencial. Aí está o exemplo da França.

E curiosamente o dos EUA, onde o mesmo presidente opera nos dois lados. Junto com o secretário de Estado e o Pentágono, cumpre as funções do presidente francês. Mas o Congresso lá é tão poderoso que é ele que empenha as despesas do orçamento.

Ano passado o ex-Chefe de Governo espanhol, Felipe Gonzales, dizia em palestra em São Paulo (gravada, disponível e imperdível) que uma democracia só amadurece quando estabelece consensos nacionais. E um deles é a política externa. Isto é básico para se entender as razões do sistema francês e mesmo o presidencialismo híbrido norte-americano.

Lula, entre outros pecados, desconstruiu o consenso na política externa estabelecido no governo FHC. Com isso desestablizou a possibilidade de se adaptar às condições brasileiras o sistema francês. Sem isso, ou se teria um parlamentarismo pleno, coisa que ninguém defende para o Brasil, ou dever-se-ia re-desenvolver aquele consenso na politica externa. Com o estressamento da esquerda, provocado pela crise atual, esta não será tarefa simples.

(tarde)

<< Home