O MP Já Tinha Provas


Quando o MP-SP deitou falação, é porque já tinha os elementos de convicção. Elementar meu caro Palocci.

Material apreendido em computador contabiliza pagamentos mensais de R$ 50 mil dirigidos a credor identificado como "dr."
FSP-Trechos.
Para promotores e polícia, arquivo traz registro de mesada

O documento, a que a Folha teve acesso, é um arquivo de computador denominado "despesas diversas" encontrado no notebook do ex-presidente da Leão Ambiental, Wilney Barquete. Protegido por duas senhas de oito dígitos, o arquivo traz uma contabilidade que se alinha ao depoimento de Buratti à polícia.

Há referência ao pagamento de "mensalidades" entre R$ 3.000 e R$ 50 mil a cinco cidades (Ribeirão Preto, Araraquara, Sertãozinho, Matão e Monte Alto), para o Departamento de Estrada de Rodagem e para uma sigla Conter, não-especificada. Para a Promotoria e a Polícia Civil, isso é o "mapa do pagamento de propina" que Buratti ajudou a esclarecer. O arquivo foi mostrado a Buratti anteontem pelo delegado seccional Benedito Antonio Valencise -a prova está incluída na página 4.284 do inquérito sobre a suposta máfia do lixo. "Posso falar em relação a Ribeirão Preto que uma parte das despesas relacionadas eram destinadas ao prefeito, além de outras despesas como imprensa e até entidade de assistência", disse Buratti, que revelou o esquema antes de ver o documento. Quando ele diz que "parte" iria para o prefeito é porque o total é de R$ 226 mil, dos quais R$ 50 mil eram para o prefeito, na época Gilberto Maggioni (PT). No documento, há a menção ao pagamento de R$ 50 mil a alguém identificado como "dr.".

(manhã)

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