MP x Palocci: Fala o Promotor


MP diz que vídeo na verdade mostra que não houve constrangimentos no depoimento de Buratti.

Folha de SP. Trechos.


Folha - Buratti tem mais a dizer?

Costa Filho - Segundo ele, ele tem mais informações.

Folha - E antes do escândalo?

Costa Filho - Aparentemente eles continuavam unidos. O Palocci na prefeitura, e o Buratti, depois do escândalo de Ribeirão Preto [1994], foi trabalhar na Leão Leão. E o PT, ao assumir a administração, passou a exigir o pagamento de R$ 50 mil por mês. Aparentemente eles estavam ligados, não de forma clara, explícita, mas implicitamente, por baixo do pano, eles continuavam unidos.

Folha - Incluindo o chefe-de-gabinete de Palocci, Juscelino Dourado, e o ex-assessor do ministro, Wladimir Poletto?

Costa Filho - Sobre essas pessoas, nós temos conversas, várias, de Wladimir com Buratti falando de negócios na região e no Rio de Janeiro. E há algumas referências também ao Juscelino. Poucas referências, mas há. Aparentemente eles continuavam conversando e realizando um esquema, de acordo com o Buratti, visando conseguir dinheiro para caixa do PT.

Folha - Qual o objetivo da gravação?

Costa Filho - Mostrar que o depoimento foi espontâneo, que foi legítimo, sem qualquer coação, sem qualquer constrangimento, ao contrário do que o advogado do Buratti até então dizia. Como o Buratti disse, ele resolveu falar porque percebeu que seu advogado não estava defendendo os interesses dele. O advogado tinha amizade com os advogados da Leão Leão, é um advogado que historicamente combate o Ministério Público e não gostaria de um acordo com o Ministério Público. Isso de alguma forma poderia macular seu currículo de "brigas" com o Ministério Público.


(manhã)

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