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Estado de SP.

Grampo flagra esquema Leão Leão

Segundo gravações, o diretor Marcelo Franzinne era o braço operador do grupo na tentativa de vencer licitações em prefeituras

As conversas telefônicas entre executivos da Leão Leão que o Ministério Público gravou com autorização judicial revelam como a empresa agia para vencer licitações. Marcelo Franzinne, um dos diretores que tiveram seus telefones grampeados e será ouvido hoje pela Polícia Civil, em Ribeirão Preto, era o braço operador do grupo.

Cabia a ele o contato com os funcionários graduados dos municípios. Ele atuava em Ribeirão Preto, Araraquara, Barretos e até em São Paulo, onde dizia aos seus chefes na empresa que tinha uma amiga que o ajudava nos negócios com a Prefeitura. de São Paulo. A amiga é funcionária da Comissão de Licitações, na Secretaria de Serviços e Obras, na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), segundo afirmou Rogério Tadeu Buratti, em seu depoimento à polícia.

Em depoimento anteontem, Buratti disse que em relação a São Paulo sabia que havia acordo entre grandes empresas para vencerem a licitação da coleta de lixo e a Leão participaria da de varrição. Essa licitação está parada na Justiça. "A informação que o mercado divulgava é que não tinha pagamento mensal, mas nos processos eleitorais as empresas deveriam colaborar", disse Buratti.

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