Lobista Diz que Deu Lista de Tucanos à CPI


Testemunha assume que apresentou a petistas documento com nomes financiados por Valério na campanha de Azeredo em 98.

Folha SP. Trechos da entrevista.

Monteiro - Em 1994, meu pai, que era gerente dos Correios, emprestou R$ 80 mil ao Delfim Ribeiro [ex-deputado estadual de Minas], que confirmou que o dinheiro foi usado na campanha de Azeredo a governador. A dívida foi transferida para o PSDB, por acordo político. Cobrei a dívida várias vezes do João Heraldo Lima, que foi secretário de Fazenda de Azeredo [hoje diretor do Banco Rural] e também de Azeredo. Nunca arrecadei dinheiro para partidos, mas ajudei na campanha de Azeredo de 98, levando material para o interior de Minas.

Monteiro- Voltei a procurar o Azeredo, em 2003. Ele disse que não podia fazer nada por mim. Encontrei-o de novo em 2004. Ele tinha ficado sabendo que eu tinha cópia dos papéis. Tivemos uma discussão. Ele estava preocupado, pediu para eu entregar os documentos, ameaçou me interpelar judicialmente, que era apropriação indébita. Eu falei: interpela! Ele teve coragem? (...) Pelos papéis, foram gastos R$ 53 milhões na campanha. Parte desse dinheiro saiu dos cofres públicos.

Monteiro - Foi uma parceria. Como o PSDB não recebia mais o Mourão, ele me deu procuração para tentar receber créditos. Eu teria uma participação, se conseguisse. (...) Mourão tinha mais papéis sobre a campanha do que eu.

Monteiro - O Azeredo queria que eu fizesse um trabalho na SMPB ou no escritório de Tolentino, sócio do Valério. (...) Me deu um cartão do senador Arthur Virgílio, disse que, se eu aceitasse, deveria ir a Brasília receber instruções.

Monteiro - O Mourão me levou a uma reunião com ele, no escritório do Rogério Tolentino, em julho. Eles não tinham os documentos das contas de 98. Quem entregou a eles foi o Mourão.


(manhã)

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