História


A pedido de GC, MLF e TV, cito duas passagens que podem servir como referências para um caso como esse que estamos vivendo.

1. Manoel Bonfim (historiador do final do século 19 e início do século 20). Citado por Maria José Rezende, em "A prática das Alianças Atuais a Luz das Interpretações de Euclides da Cunha e Manoel Bonfim", sobre D. Pedro II que possuía uma imagem de honestidade difundida e cultuada no Segundo Império:

"Honesto, ele aceitou a corrupção política, cultivou-a, estimulou-a, explorou-a em proveito de seu poder pessoal; honesto, ele presidiu aqueles decênios da vida pública, para os dias de desmoralização definitiva de tudo o que acabou".

2. Alexis de Toqueville, 200 anos em 2005. De seu livro "Recordações da Revolução de 1848".:

" A causa real, a causa de fato que faz com que os homens percam o poder, é que se tornaram indignos de exercê-lo. (...) É que os que governavam se converteram por sua indiferença, por seu egoismo, por seus vícios, em incapazes, em indignos de governar. (...) Se tem falado em mudanças na legislação. Elas são úteis e necessárias. Creio na necessidade de reforma eleitoral, na urgência da reforma parlamentar. Mas não sou suficientemente insensato para não saber que não são as leis as que fazem por si sós o destino dos povos. Não, não é o mecanismo das leis. É o espírito mesmo dos governos."


(manhã)

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