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MP pede quebra de sigilo do Trade Link

Requerimento enviado aos EUA busca traços de dinheiro de Valério no exterior

ESP- O Ministério Público Federal pediu à Promotoria de Nova York quebra do sigilo da Trade Link Bank nos EUA. Os procuradores brasileiros querem acesso às contas da Trade Link nos bancos UBS, Bank of América, Standard Chartered e Wachovia. Eles suspeitam que recursos do publicitário Duda Mendonça e do esquema do empresário do mensalão Marcos Valério transitaram por essas instituições. A Trade Link é um braço do Banco Rural constituído no paraíso fiscal das Ilhas Cayman. Rastreamento da Polícia Federal mostra que numa única conta da Trade Link - a 560-1 - foram movimentados US$ 698,4 milhões. As conversações entre o MPF e os procuradores americanos estão adiantadas, porque livres da burocracia legal que geralmente emperra esse tipo de investigação.

A devassa é solicitada em cooperação com o procurador Robert Morgenthau, da Promotoria de Nova York. A Trade Link foi a principal depositária na conta da Dusseldorf, de Duda Mendonça, no BankBoston de Miami. A offshore utilizou um terceiro banco internacional, o Standard Chartered, para fazer as operações de transferência em favor da Dusseldorf. Esse tipo de procedimento, avaliam os técnicos, é imposição da legislação americana. A Dusseldorf recebeu U$ 3,3 milhões do esquema montado por Valério e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Desse total, há recibos comprovando transferência de US$ 1,6 milhão. E mais da metade (US$ 983 mil) foi feito a pedido da Trade, tendo a intermediação do Standard. A Trade foi criada pelo fundador do Rural, o banqueiro Sabino Rabello, e seu sobrinho, Guilherme Rabello. Duda foi beneficiado ainda por depósitos de outras offshores com conta no Fleet National Bank, no Banco Rural Europa e no Banco Israelense de Desconto.

(manhã)

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