E Cita Lula


Empresário queria liquidar bancos, negócio de R$ 9,8 bi Valério pressionou BC a concluir liquidação dos Bancos Econômico e Mercantil de Pernambuco, que se arrastam há anos.

ESP- Além de operar esquemas escusos com o PT, o empresário Marcos Valério usou sua proximidade com o poder para praticar tráfico de influência. Associado ao Banco Rural e aliado a Delúbio Soares e José Dirceu, Valério pressionou o Banco Central a concluir as liquidações dos Bancos Econômico e Mercantil de Pernambuco, que se arrastam há anos, num negócio que poderia render R$ 9,8 bilhões aos beneficiários e foi brecado pelo presidente do BC, Henrique Meirelles.

Em 27 de outubro de 2003, Valério levou um representante da família Queiroz Monteiro a um congresso socialista no Hotel Transamérica, em São Paulo, e o apresentou, sucessivamente, a Delúbio Soares, ao então ministro José Dirceu e, por último, ao presidente Lula. Ao apresentá-lo ao presidente, Delúbio nomeou o convidado como "o cara do Mercantil".

"Se tivesse ido adiante, teria sido o grande escândalo do governo Lula", diz hoje uma credenciada fonte do governo.

Esta semana, quando confirmou num depoimento ter pedido ao ex-controlador do Econômico, Ângelo Calmon de Sá, para marcar uma conversa com dirigentes da Portugal Telecom, Marcos Valério revelou a ligação estreita com o banqueiro baiano.

Segundo técnicos da área econômica que acompanharam o caso, Palocci e Meirelles teriam avaliado recentemente que a atuação do BC no caso "estragou todo o esquema e salvou o presidente Lula de um impeachment inevitável".


(manhã)

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