Doleiro Toninho da Barcelona Ataca


TV Globo, Jornal Nacional.

CPI dos Correios foi a São Paulo ouvir o doleiro que acusa o PT de mandar dinheiro para o exterior.

Toninho da Barcelona fez denúncias contra o ex-ministro José Dirceu, o ministro Márcio Thomaz Bastos e o presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

Toninho da Barcelona, dono de uma casa de câmbio, já foi considerado um dos maiores doleiros do Brasil. Desembarcou com colete à prova de balas e seguiu escoltado até a Delegacia Geral para o encontro com os deputados. Toninho já havia dito para a família que mandou dinheiro do Partido dos Trabalhadores para contas em paraísos fiscais. Rui Vicentini, tesoureiro afastado do PPS, ficou preso na mesma carceragem que Toninho.

Segundo a Polícia Federal ele é acusado de estelionato e evasão de divisar e diz o que teria ouvido do próprio doleiro. “Ele dizia que tinha uma amizade muito antiga e que operava câmbio para o PT desde 1998, em 2000, 2001, com o pessoal de Santo André. E ele dizia que se abrisse a boca para dizer alguma coisa, morria”. Mas jogou no ar diversas acusações contra altos dirigentes do atual do governo, contra o ex-ministro José Dirceu, contra ex-dirigentes do PT e contra parlamentares. Acusações que ele disse que pode provar ou, pelo menos, indicar o caminho das provas.

Quanto ao ministro Márcio Thomaz Bastos ter enviado recursos pro exterior?’. Ele confirmou e disse que terá como dar mais detalhes na CPI. Ele disse que o deputado Mentor fez troca de numerário m dólar por recursos em moeda nacional. Ele teria também como confirmar operações feitas pelo senhor Delúbio Soares”.

Toninho da Barcelona também se referiu ao ex-ministro José Dirceu. Toninho da Barcelona: José Dirceu no momento oportuno... Poderei dar detalhes procedidos através da Bônus Banval. “Ele diz que o presidente do Banco Central fez operações irregulares com o mtb e que teria sido negociado que essas operações não fossem colocadas em público”.

“Se ele tiver provas ou efetivamente como comprovar são efetivamente coisas muito graves”, disse a senadora Ideli Salvati, do PT de Santa Catarina. Segundo a nota, o ministro da justiça usou serviços do Unibanco para fazer aplicações no exterior em 1995 - registradas no Banco Central. A nota informa que, em 2002, o ministro trouxe as aplicações de volta ao Brasil - e pagou um R$ 1 milhão em impostos.

A Bônus Banval, citada por Toninho da Barcelona, é uma corretora que está sendo investigada por envolvimento no esquema do mensalão.

(noite)

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