Buratti, Ex-Secretário de Governo de Palocci em Ribeirão Preto


O Globo.

CPI volta a levantar suspeitas sobre contrato de Gtech e CEF

A chegada à CPI dos Bingos dos primeiros dados da quebra de sigilo telefônico volta a levantar suspeitas sobre a renovação de um contrato de R$ 650 milhões entre a empresa Gtech e a Caixa Econômica Federal (CEF) para o processamento de loterias.

Acusado de tentar extorquir R$ 6 milhões da Gtech para garantir a continuidade do negócio, o advogado Rogério Buratti ligou nove vezes para um consultor da presidência da Caixa no dia da concretização do negócio, 8 de abril de 2003.

Em pouco mais de dois meses, Buratti falou 99 vezes com o consultor da Caixa Ralf Barquete Santos. Apontado como responsável pela condução do negócio, Barquete morreu dois meses depois. Buratti, segundo a quebra do sigilo telefônico, também falou nove vezes em abril de 2003 com o diretor da Gtech Marcelo Rovai, que o acusou em depoimento à CPI de ter tentando extorquir os R$ 6 milhões. Buratti já assessorou três petistas: José Dirceu, João Paulo Cunha e Palocci, de quem foi secretário de Governo na Prefeitura de Ribeirão Preto.

Buratti foi traído pelos dados do sigilo telefônico: das nove ligações registradas com Rovai, seis foram feitas por ele.

(manhã)

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