Aperitivo para o Depoimento de Dourado Hoje!

Folha de SP.

Ex-gerente envolve assessor de Palocci em caixa 2

A Polícia Civil e o MP-SP apreenderam na manhã de ontem notas fiscais e livros contábeis na sede da empresa Leão Leão e na gráfica e editora Villimpress, ambas em Ribeirão Preto. Da Leão foram levadas 17 caixas com os documentos. Na gráfica, cerca de 50 notas fiscais.

A apreensão, com autorização judicial, ocorreu após depoimento de um ex-gerente financeiro da gráfica à Promotoria. Ele relatou um suposto esquema de caixa 2 num triângulo que envolvia a Leão, a Villimpress e Juscelino Dourado, hoje chefe de gabinete do ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda). Esse esquema, segundo o ex-gerente, consistia na produção de material de campanha , com a emissão de boletos em nome de Dourado. Esses documentos, muitos superfaturados, eram pagos pela Leão. "Ele (Juscelino) autorizava a confecção de boletos ancários em seu próprio nome, que eram mandados por ele, no endereço do escritório do Partido dos Trabalhadores". Essa mesma gráfica, segundo o denunciante, é a que produziu todo o material de campanha de Palocci nas eleições de 2000 para prefeito."Nessa época eram emitidas notas para a Leão Leão, mas não os boletos de Juscelino", afirmou o denunciante.

Em 2002, o presidente da Leão Ambiental era o advogado Rogério Tadeu Buratti. Chegou a ouvir conversas do chefe com Dourado e Donizeti Rosa (ex-secretário de Governo de Palocci na Prefeitura de Ribeirão) a respeito de "sobras de dinheiro de "sobras de dinheiro relativas às notas fiscais, sendo que os dois orientavam [sic] no sentido que era preciso comprar dólar". "Não sei dizer quem comprava os dólares, mas o dinheiro voltava para o PT", disse o ex-gerente.

<< Home