A Ameaça Latina


Trecho do editorial do Financial Times -tradução UOL.

Ambições Latinas

A aprovação pelo Congresso dos Estados Unidos do Acordo de Livre Comércio da América Central (Cafta); a eleição de um candidato pró-Estados Unidos para a presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e, na quinta-feira passada --em uma reunião entre os presidentes George W. Bush e Alvaro Uribe-- os sinais de um relacionamento ainda mais forte e durável entre os Estados Unidos e a Colômbia, o aliado-chave de Washington nas Américas.

Acima de tudo, os Estados Unidos precisam responder seriamente à ascensão de Chavez.

Em casa, o presidente venezuelano construiu uma base de apoio com uma série de programas sociais populares, financiados com as rendas oriundas dos altos preços do petróleo. No exterior, Chavez tem jogado dinheiro por toda parte.

Nas últimas semanas ele comprou partes da dívida argentina e despachou petróleo barato para uma dúzia de países pobres do Caribe. O Equador também poderá se beneficiar da generosidade venezuelana, caso a aquisição de títulos em dívida correr como o esperado. E durante uma visita nesta semana Chavez oferecerá contratos para a construção de navios à Argentina e fundos para a linha aérea estatal uruguaia.


(manhã)

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